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Notícia - Política
27/05/2013 às 21h43min - Atualizada em 27/05/2013 às 21h43min
Baby Espíndola
Sete meses depois, Camilo Martins é o prefeito de Palhoça
Decisão do TRE foi inânime e sepultou as pretensões de Ivon de Souza de governar o município
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Finalmente, o resultado. Camilo Martins é o prefeito de Palhoça. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral aconteceu logo após as 19 horas desta segunda-feira, 27 de maio. Seis a zero, no plenário do TRE, consagrou a eleição do jovem advogado, filiado ao PSD.

Como jornalista, com mais de 37 anos de experiência em redações de jornais, emissoras de rádio e de televisão, e depois de me debruçar, atentamente, sobre os pergaminhos do processo, jamais tive dúvidas quanto ao resultado.

Sempre alimentei a plena convicção de que nenhum juiz, desembargador ou ministro do Tribunal Superior Eleitoral, onde o caso também rolou, poderia autorizar a diplomação de Ivon de Souza, do PSDB.

Por que tanta convicção? Porque Ivon não era detentor de uma candidatura. Não tinha o principal: uma convenção regular e uma ata clara, confiável. Foi pulando por sobre exigências legais de uma candidatura, sempre amparado por interventores.

Primeiro, foi favorecido por uma interferência ilegal de membros do PSDB estadual, um aventura que foi defenestrada pela Primeira Vara Cível da Comarca de Palhoça. A Justiça anulou a comissão provisória, criada para defender os interesses do Coronel Ivon, que tinha uma segunda intenção de eliminar a presidência de Carlos Alberto Fernandes Júnior, o Caco. A comissão foi extinta e arrastou para a lixeira todas as suas decisões, inclusive a convenção de 17 de junho, que homologou o nome de Ivon de Souza como candidato.

A decisão da Primeira Vara Civel foi confirmada, mais tarde, em outras instâncias da Justiça, culminando com a devolução do comando do PSDB do município de Palhoça, a Carlos Alberto, numa decisão do Tribunal de Justiça.

Uma segunda interferência aconteceu em 30 de junho. Quando os ivonitas, aparentemente abençoados pela “Virgem” e outros santos milagrosos, foram impedidos de votar, pela presidência do partido, surgiram duas resoluções, supostamente assinadas pelo presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra. Os ivonitas – fanáticos seguidores de Ivon – não poderiam votar, porque não tinham direito a voto, pois renunciaram ao Diretório Municipal, presidido por Carlos Alberto.

Um detalhe relevante deve ser considerado, no caso das tais resoluções. Os documentos partiram de um fax símile de Brasília e pousaram, como tucanos afobados de primeiro vôo, num aparelho da Câmara de Palhoça, onde a convenção era realizada. Mas, o autor dos documentos – as duas resoluções 007 e 008 –, não se encontrava em Brasília. Na tarde de 30 de junho, Sérgio Guerra estava em Recife, Pernambuco, tratando dos interesses de seus partidários, que também disputavam convenções.

Todo esse enredo confuso poderia ter sido evitado. Mas, durou sete meses. Por culpa do próprio Ivon de Souza, que sabia que, em outubro, não era candidato, pois seu nome fora impugnado, eliminado, cancelado, anulado, por seis a zero, no TRE. E ele sabia que não tinha chance alguma de reverter o quadro, pois não apresentada – como não apresentou até o segundo julgamento, deste dia 27 – o principal, a ata da convenção. Sem ata, não há candidatura.

Se o nome de Ivon fosse consagrado pelos juízes, seria uma grande aberração jurídica. Abriria um perigoso precedente, oferecendo o direito, a qualquer cidadão, de ser candidato sem convenção, sem ata.

Culpa maior, ainda, deve recair sobre a justiça eleitoral de Palhoça, que homologou a candidatura de Ivon, sem os requisitos básicos: convenção e ata.

Cabe, ainda, a necessidade de se esclarecer uma dúvida. Que é uma indagação comum, das ruas. Por que a foto de Ivon estava nas urnas? Porque, 40 dias antes do pleito, o TSE lacra todas as urnas. E, mesmo que o candidato morra, seu nome e foto permanecem fixados nos locais de votação. Mesmo quando é substituído.

Agora, após o resultado do TRE, os palhocenses devem abandonar as trincheiras das intrigas e desavenças, para se unirem em torno de objetivos maiores. Palhoça deve ser colocada num pedestal, acima de interesses particulares, principalmente se esses interesses são de origem mesquinha.   

Texto: Baby Espíndola

Fonte: Blog Baby Espíndola Repórter



Fonte: Baby Espíndola
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